Vem
Alça vôo
Nas asas do pensamento
Do sonho
Da vontade estar aqui.
Se entre os penares
Entre os teus pesares
Que dia a dia cansam a alma
O que seria pouso seguro
Já não passa de vaga ausência
Fecha os olhos
Põe na vitrola aquele som
Que me habita os ouvidos
E se transporta pra mim:
Minha poesia te espera desde sempre!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
"Procurando a figura sentada a espera
Espreito pelos montes, pelos vales
Reviro as árvores de todo e qualquer quintal:
não sei qual pode ser tua tão verde morada.
Entre os passos, entre os prantos, entres os teus cantos
minha pena se move em círculos pelas linhas já tão longas
que em infinitos minuanos sopram versos pelos ares do sul.
Que esses ventos me carreguem pra dentro da tua retina
e que se façam imagens, miragens, vertigens lunares
e que ao ouvir o som surdo do toque
tu venha dos sonhos e cantando me embale..."
Espreito pelos montes, pelos vales
Reviro as árvores de todo e qualquer quintal:
não sei qual pode ser tua tão verde morada.
Entre os passos, entre os prantos, entres os teus cantos
minha pena se move em círculos pelas linhas já tão longas
que em infinitos minuanos sopram versos pelos ares do sul.
Que esses ventos me carreguem pra dentro da tua retina
e que se façam imagens, miragens, vertigens lunares
e que ao ouvir o som surdo do toque
tu venha dos sonhos e cantando me embale..."
terça-feira, 5 de maio de 2009
Ruiz
Tuas palavras
virando música
soando melodia bela
na voz daquela voz rouca...
Ah, Alice!
tua poesia é mistério
que respira na minha boca!
virando música
soando melodia bela
na voz daquela voz rouca...
Ah, Alice!
tua poesia é mistério
que respira na minha boca!
Do sal das lágrimas
Quando eu vejo
essas moças tão tristes
com os cabelos no rosto
escondendo nos lábios dor
meu oceano
lentamente
vai instilando o sal nas minhas lágrimas.
essas moças tão tristes
com os cabelos no rosto
escondendo nos lábios dor
meu oceano
lentamente
vai instilando o sal nas minhas lágrimas.
Verdejar
O vento me chama pra andar
soprando ares do mundo
meus pés semeiam desenhos
no pó das terras em que me planto.
Nessas noites férteis, essa lua nova
abro meu peito e fecho meus olhos
para que esse deus que mora em mim
descanse e pouse em verde morada.
Como a mulher e a paz
como um pássaro cruzando marés
o tempo adormece em sua cama de bronze
e a manhã renasce colorida de pensamentos.
Colhendo maduros meus sonhos
Recolho o escuro da noite sem medo
Pois sem espanto e sem nuvens
o sol habita em segredo meus campos.
soprando ares do mundo
meus pés semeiam desenhos
no pó das terras em que me planto.
Nessas noites férteis, essa lua nova
abro meu peito e fecho meus olhos
para que esse deus que mora em mim
descanse e pouse em verde morada.
Como a mulher e a paz
como um pássaro cruzando marés
o tempo adormece em sua cama de bronze
e a manhã renasce colorida de pensamentos.
Colhendo maduros meus sonhos
Recolho o escuro da noite sem medo
Pois sem espanto e sem nuvens
o sol habita em segredo meus campos.
Ìntima caligrafia
Nasci poeta.
Desde sempre todas as palavras moraram aqui.
È assim que decifro a vida:
traduzo todas coisas
na linguagem da minha alma.
Cada dia
te invento mais verso e prosa
pra te escrever em mim.
Desde sempre todas as palavras moraram aqui.
È assim que decifro a vida:
traduzo todas coisas
na linguagem da minha alma.
Cada dia
te invento mais verso e prosa
pra te escrever em mim.
Rendis
( a moda de Castro Alves)
Nos ramos cheirosos da murta na aurora
estreitam-se os laços entre flor e pássaro
assim como nos cachos negros dos teus cabelos
prendi meus afagos cativa entre festas
Solitária escrevendo na penumbra da alcova
sobre os rendis do leito suspiro lembranças
e cantam serenatas as aves do amanhecer
quando entre murmúrios adormeço sorrindo
a distância das rotas traçadas ao léo
é um eco que em sussuros se repete
condenado a dizer por tempos imemoriais
aquele nome que o universo me pôs na alma.
Nos ramos cheirosos da murta na aurora
estreitam-se os laços entre flor e pássaro
assim como nos cachos negros dos teus cabelos
prendi meus afagos cativa entre festas
Solitária escrevendo na penumbra da alcova
sobre os rendis do leito suspiro lembranças
e cantam serenatas as aves do amanhecer
quando entre murmúrios adormeço sorrindo
a distância das rotas traçadas ao léo
é um eco que em sussuros se repete
condenado a dizer por tempos imemoriais
aquele nome que o universo me pôs na alma.
Marcadores:
Assobiando devaneios da alma.,
Assobiando paixões.
Assinar:
Comentários (Atom)
