( a moda de Castro Alves)
Nos ramos cheirosos da murta na aurora
estreitam-se os laços entre flor e pássaro
assim como nos cachos negros dos teus cabelos
prendi meus afagos cativa entre festas
Solitária escrevendo na penumbra da alcova
sobre os rendis do leito suspiro lembranças
e cantam serenatas as aves do amanhecer
quando entre murmúrios adormeço sorrindo
a distância das rotas traçadas ao léo
é um eco que em sussuros se repete
condenado a dizer por tempos imemoriais
aquele nome que o universo me pôs na alma.
terça-feira, 5 de maio de 2009
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