terça-feira, 5 de maio de 2009

No anseio da carne

Dormindo além da tua pele
Encontrei a mim repetidamente sonhando vertigens

Usando o devaneio como um refúgio breve
Me vi resquício de poeta
A assoprar as brasas de uma fogueira que só ardeu internamente...

Impulsionando a manhã
Acordando o canto, o riso, o corpo
E colhendo no caminho toda gota que destilas

Ponte cruzando a avalanche
Te cruzei açoitando os cavalos do meu pensamento
E chegando aos desejados campos não soube como me domar

Traçando o caminho da volta
Desvanecendo na mente a argila que te gerou o corpo
Me sonho novamente cruzando ladeiras nas terras de outros

A semente me fez flor por esses caminhos que me repartiram
Doce como o vinho que bebi no remanso dos teus lábios
E descobri que em mim te desejar é instinto.

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