sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Duo

É difícil equilibrar
giz e carvão
em nossas apáticas
vidas pálidas...

Amor...

Estrada reta
ou curva incerta?

Amor
desvio de rota.

Posso

pisar no ar
Tropeçar em minhas próprias idéias
Inútil.
É no vácuo da alma que mora o medo.

De passagem

Os dias passam.
Passam por mim...
Passa ontem
Anteontem
e amanhã.

Que dias destes vai ficar em mim?

Cantiga Ofídia

Injetei meu veneno em tuas veias
Sibilei em teus ouvidos palavras profanas
Rastejei por teus lençóis deixando meu cheiro impregnado
E como cobra sumi sem deixar marcas
Agora, porém, perdida em terras estranhas
procuro em vão meus rastros pra te encontrar.